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Queda
Dólar recua ante o real e no exterior com sinais favoráveis sobre EUA-China
Investidor monitora a reação em alta dos juros curtos ao IPCA de outubro acima da mediana nas projeções do mercado
Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Ajuste de baixa ante o real vem após o dólar ter subido 2,22%

O dólar recua no mercado à vista desde cedo, acompanhando a queda predominante no exterior em relação a divisas principais e emergentes ligadas a commodities, após a notícia de que China e Estados Unidos concordaram em remover tarifas a importações um do outro simultaneamente e em valores iguais “em etapas”. No entanto, o porta-voz do Ministério de Comércio chinês, Gao Feng, disse que ainda não foi definido quando e onde um eventual acordo poderá será assinado.

Além disso, o investidor monitora a reação em alta dos juros curtos ao IPCA de outubro acima da mediana nas projeções do mercado. A inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechou outubro com alta de 0,10%, ante um recuo de 0,04% em setembro, informou o IBGE. O resultado ficou acima da mediana, que era positiva em 0,07% e dentro do intervalo das estimativas dos analistas ouvidos pelo Projeções Broadcast, que previam alta entre 0,02% a 0,19%. A taxa acumulada pela inflação no ano foi de 2,60%. O IPCA em 12 meses ficou em 2,54%, dentro das projeções dos analistas, que iam de 2,45% a 2,64%, com mediana de 2,50%.

O ajuste de baixa ante o real vem após o dólar ter subido 2,22%, ontem, para R$ 4,0826, refletindo a decepção do investidor com o leilão de campos do pré-sal.

Hoje, acontece um leilão de partilha da produção do pré-sal, no Rio. Essa sexta rodada de partilha do pré-sal tem expectativa de arrecadação de R$ 7,8 bilhões, bem menor que os R$ 106 bilhões esperados com o leilão da cessão onerosa, mas que arrecadou cerca de R$ 70 bilhões e atraiu apenas duas companhias chinesas como sócias minoritárias da Petrobras em consórcio que arrematou o Campo de Búzios. A estatal arrematou também, sozinha, o campo de Itapu, e outras duas áreas não foram negociadas.

Está no radar ainda a entrevista do secretário de Política Econômica, Adolfo Sachsida, para apresentar as novas estimativas para o PIB e inflação, entre outros parâmetros macroeconômicos. Outro assunto que deve ser olhado é a retomada pelo STF do julgamento de três ações que discutem a possibilidade de prisão após condenação em segunda instância, com a expectativa de mudar a atual jurisprudência. Em caso de alteração de entendimento da Corte, 4.895 presos podem se beneficiar, segundo o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), mas não alcançaria o ex-presidente Lula.

No exterior, há pouco, a libra esterlina passou a cair com mais intensidade contra o dólar, reagindo à decisão do Banco da Inglaterra (BoE) de manter os juros inalterados, como esperado, mas com dissidentes – sete dirigentes votaram a favor e dois se opuseram à manutenção da taxa em 0,75%. Às 9h43, a libra caía a US$ 1,2815, enquanto o índice do dólar DXY estava estável, e a moeda americana recuava ante a maioria das divisas emergentes ligadas a commodities.

Já no câmbio interno, no mesmo horário acima, o dólar à vista perdia 0,58%, a R$ 4,0589. O dólar futuro de dezembro recuava 0,51%, a R$ 4,0630.

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