Serviço
Delivery de alimento cresce no gosto do natalense e no faturamento do varejo
no gosto do natalense O negócio é tão promissor que quase todos os dias há quem queira se aventurar nesse modelo de praça de alimentação virtual
José Aldenir / Agora Imagens
Os números crescentes nos pedidos de comida em domicílio mostram mudança de cultura

Desde que os aplicativos de delivery entraram em cena, tendo o Ifood como ícone desse mercado, com 50 pedidos por segundo em todo o território nacional, as startups locais dentro desse modelo de negócio maturam sua permanência num segmento tão grande como competitivo: a entrega de comida em domicílio.

Segundo a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes do RN, a proporção dos clientes de delivery em relação aos que buscam o restaurante físico, está pacificada, especialmente para o segmento de lanches, como pizzarias e sanduicharias, entre 50% a 60% ou até mais.

“No caso dos restaurantes tradicionais, onde o ato sentar à mesa e confraternizar como amigos, parentes ou clientes, o delivery alcança em média 20% do faturamento da casa”, diz o presidente da Abrasel-RN, Artur Fontes.

O negócio é tão promissor que quase todos os dias há quem queira se aventurar nesse modelo de praça de alimentação virtual, onde o cliente pode levar o tempo que quiser escolhendo a partir de preferência e preços, na comodidade de casa ou da mesa do trabalho, sem necessidade de se desgastar em filas ou correr riscos à noite.

“Na verdade, quando a gente mensura o sucesso do delivery, fica claro que ele é o resultado de uma série de fatores, como a comodidade, a possibilidade de calcular a conta e fugir um pouco da sensação de insegurança que aflige todo mundo nos dias atual”, acredita Fontes.

Uma rede de restaurantes de Natal, como sete lojas espalhadas pela cidade, tendo como a base do cardápio uma grande variedade de pizzas assadas no forno a lenha, o delivery já representa 50% do faturamento, diz a encarregada de operações, Priscila Maciel.

Com um cardápio de comida japonesa e um perfil de cliente disposto a pagar mais caro, outro restaurante de Ponta Negra há um mês inaugurou seu aplicativo para atender inicialmente sua própria clientela em domicílio.

“Sabemos que é uma experiência completamente diferente, mas pensamos inicialmente em nossa clientela, embora o mercado esteja aberto”, lembra a gerente, Michele Mognatti.

Com pouco mais de sete meses de vida, o aplicativo Meu Menu, inaugurado por um conhecido empresário de comunicação, saiu de pouco mais de 20 clientes para os atuais 160 e é hoje o menu virtual mais acessado em Natal.

Às vésperas de inaugurar mudanças na interface, o Meu Menu freou as adesões de novos restaurantes para estruturar melhor a plataforma, que promete boas novidades.