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Estudo
Crescimento do varejo restrito e ampliado aponta para recuperação, avalia IBGE-RN
Para Aldemir Freire, chefe da Unidade potiguar do IBGE, redução da baixa de juros e queda dos preços dos alimentos foram fatores que ajudaram a dar números aos levantamentos
José Aldenir / Agora Imagens
Varejo restrito do Rio Grande do Norte cresceu em 6,6% entre setembro de 2016 e setembro de 2017

O varejo restrito do Rio Grande do Norte cresceu em 6,6% entre setembro de 2016 e setembro de 2017. Os dados foram divulgados em pesquisa pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística do estado (IBGE). Ainda de acordo com o levantamento do Instituto, se for analisado o período do ano inteiro, há um acumulo de 0,4%. Para Aldemir Freire, chefe da Unidade Estadual do IBGE no Rio Grande do Norte, os dados mostram uma – lenta, mas evidente – recuperação do comércio varejista.

“Isso mostra sinais de uma recuperação das vendas do comércio. Se compararmos este mês com o mesmo mês no ano passado, vendeu-se mais neste mês. Temos uma recuperação que é menor do que a do Brasil, mas é aquilo que eu já vinha prevendo: o comércio iria se recuperar e essa recuperação acontece mais agora para o segundo semestre. Houve uma redução da baixa de juros e uma queda dos preços dos alimentos, o que acabou dando uma folga maior para a família, então todos esses elementos apontam para uma recuperação”, explicou o especialista ao Portal Agora RN/Agora Jornal.

Em termos graduais mais recentes, a pesquisa aponta de que agosto deste ano para setembro, o varejo restrito no Rio Grande do Norte cresceu 1,1%, mas em 12 meses, todavia, os números seguem negativos (-1,9%).

Varejo ampliado

Já o varejo ampliado – a modalidade que inclui, diferentemente do varejo restrito, as vendas de veículos, peças para veículos e material de construção, registrou um crescimento de 4,5% sobre setembro de 2016. Em 2017, registrou-se uma queda de -2,1% e de -3,6% no acumulado em 12 meses.

Na avaliação de Aldemir Freire, “o varejo ampliado está um pouco mais atrasado” se em comparação com o varejo restrito. O chefe do IBGE no Rio Grande do Norte, contudo, acredita que, mesmo assim, a modalidade também apresenta sinais de recuperação, uma vez que os números negativos estão decrescendo cada vez mais. “Nos últimos meses, já se apresenta um saldo positivo, mas em um ano, continua no negativo, muito embora esse negativo já esteja cada vez menor – o que também sinaliza para uma recuperação para algum momento eventual”, finalizou.