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Corrida por aposentadorias é medo da reforma, diz Nereu Linhares
Para o presidente do Ipern, a reforma a nível nacional proposta pelo governo federal trouxe tanta insegurança aos servidores que provocou uma enxurrada de pedidos de aposentadoria
José Aldenir / Agora RN
Nereu Linhares, o Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais

O presidente do Instituto de Previdência dos Servidores Estaduais (Ipern), Nereu Linhares, atribuiu nesta quarta-feira, 5, à falta de conhecimento sobre a Previdência as dificuldades atravessadas hoje pelo RN.

“A previdência foi colocada em uma situação difícil em virtude de más gestões e ignorância sobre esse tema”, afirmou.

Para o presidente do Ipern, a reforma a nível nacional proposta pelo governo federal trouxe tanta insegurança aos servidores que provocou uma enxurrada de pedidos de aposentadoria, o que vai agravar ainda mais o problema.

“Estes pedidos causaram um aumento de despesas na folha da previdência e uma diminuição de receita”, explicou.

Sobre a reforma proposta pelo governo Bolsonaro, Nereu interpreta que está havendo uma tentativa de privatização do atual sistema de partição, o que na opinião dele “agrada mais os bancos do que aos servidores”.

Ao programa “Agora Debate”, do jornalista Roberto Guedes, exibido de segunda à sexta pela 97,9 FM, sempre a partir das 18 horas, Nereu fez o seguinte comentário:

“A reforma como está proposta não é bom para ninguém, nem para servidores públicos, nem para os estados, ela só é boa para os bancos. O que se vê hoje é uma tentativa de privatizar a previdência. Tanto que o que se vê hoje proposto de previdência complementar, é que ela seja custeada exclusivamente pelos trabalhadores, sem que o estado interfira. Isso para os bancos e mercado financeiro é maravilhoso, já para os servidores, não”.

O presidente do Ipern aproveitou para reiterar uma crítica antiga às gestões anteriores do RN, que, segundo ele, usaram mal o dinheiro arrecadado na previdência do estado.

“Mais de trinta anos atrás tínhamos uma previdência superavitária no Rio Grande do Norte. Naquele momento foram construídos casas e conjuntos com dinheiro da previdência. Aqui tinha também o crédito natalino, onde era pago o décimo quarto salário aos servidores, isso também com o dinheiro da previdência. Além de ter também centro clínico, farmácia popular e os empréstimos feitos pelo Ipern, tudo vindo da previdência. Então não tem previdência que se sustente. O dinheiro acabou e ficam dizendo que não sabem como isso ocorreu. Se tivessem deixado o dinheiro lá para render como tem que ser, isso não teria acontecido”, encerrou.

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