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Manifestação marcada
Ação do MPT contra a Guararapes gera protestos no meio empresarial
Órgão quer indenização para trabalhadores de facções têxteis que prestam serviços a Guararapes; empresários afirmam que ato busca 'acabar com o Pró-Sertão'
Facção têxtil
Anny Fabíola
Facção têxtil localizada em São José do Seridó, interior do RN

O município de São José do Seridó, localizado a 251 Km de Natal, vai receber na manhã do próximo sábado, 16, um ato convocado por empresários ligados ao setor industrial. O movimento está marcado para acontecer a partir das 10h.

Segundo o empresário Sílvio Torquato, vice-presidente da Federação da Indústria do Rio Grande do Norte (Fiern), o objetivo do ato será protestar contra a postura do Ministério Público do Trabalho (MPT), que tem feito ações “com o intuito de acabar com o programa Pró-Sertão e com as facções têxteis do estado”.

A manifestação acontecerá na mesma semana da realização da primeira audiência da Ação Civil Pública que o MPT está movendo contra a Guararapes. O órgão pede indenização no valor de R$ 38 milhões após ter identificado irregularidades em facções de costura que prestam serviços a Guararapes dentro do programa Pró-Sertão. O programa, criado em 2013 pelo Governo do Estado em parceria com a Fiern e o Sebrae, estimula a interiorização da indústria têxtil do Rio Grande do Norte por meio da instalação de pequenas empresas (facções). Essas unidades são responsáveis por parte da produção, cabendo à empresa maior (Guararapes) finalizar e comercializar as peças.

O Ministério Público do Trabalho pede, além do pagamento da indenização, que a Guararapes assuma a responsabilidade sobre os direitos dos trabalhadores que atuam nas 62 facções que fazem parte do programa e prestam serviços para a gigante têxtil.

“Estamos convocando empresários de todos os segmentos do Rio Grande do Norte que sejam a favor do emprego no estado. O movimento é de todos”, afirma Torquato.