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Abertura de capital é “possibilidade real”, diz presidente da Caern
Companhia responsável pelo abastecimento de água em quase todo o Estado pretende ter tudo pronto até o ano que vem; privatização total, no entanto, foi descartada por Roberto Linhares
José Aldenir / Agora RN
Roberto Linhares admitiu que Estado pensa em vender 49% das ações da Caern

O presidente da Companhia de Águas e Esgotos do Rio Grande do Norte (Caern), Roberto Linhares, afirmou que a abertura de capital da empresa é “uma possibilidade real e concreta”. Segundo ele, por não se tratar de um processo simples, tem sido necessária uma preparação e valorização da estatal para conseguir conquistar a abertura de 49% de suas ações. “Já começamos (o processo) e até o final do ano que vem estaremos no mercado. Tenho isso como objetivo para 2020”, destacou.

Em entrevista ao Agora RN, Linhares deixou claro, no entanto, que não há nenhuma possibilidade de privatização total da Companhia, situação que foi descartada tanto pela Caern quanto pelo próprio Governo do Estado. Justamente por isso, ele frisou que todo o processo de abertura de capital vem sendo feito como muita cautela para que o poder público não perca o controle da empresa.

“Temos que lançar as ações e ter gente que queira comprar para entrar o dinheiro e fazermos o investimento necessário. Inclusive, uma parte vai para o controlador, que é o Governo do Estado, que precisa neste momento de calamidade financeira”, reforçou. Por outro lado, ele disse que Fátima tem sido muito acessível para esse tipo de parceria “que envolva o privado, mas que traga desenvolvimento”.

“Lidar com um cenário novo requer atitude nova, requer planejamento, requer abertura de cabeça para o novo. Podemos fazer isso com a Caern. Não é simples, há amarras grandes, inclusive históricas, mas não vamos ceder. O que vai imperar na Companhia é a questão técnica e o interesse de quem se beneficia do serviço. A gente se beneficia quando a sociedade se beneficia”, concluiu.

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