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Mercado Agora

Daniel Paiva
Nordeste fatura mais de R$ 28 bilhões com mercado de eventos

Os números do mercado de eventos no brasil continuam impressionantes, apesar dos anos de aperto financeiro devido à crise. De acordo com a Associação Brasileira de Empresas de Eventos (ABEOC), em pesquisa realizada em parceria com o Sebrae, o mercado de eventos gerou em 2013, no país, cerca de R$ 209,2 bilhões; a pesquisa aponta ainda que, naquele ano, 590 mil eventos nacionais e internacionais foram realizados no Brasil, sendo 95% deles de âmbito nacional; Ao todo, 202,2 milhões de pessoas participaram; O segmento gerou R$ 48,7 bilhões em impostos, 7,5 milhões de empregos diretos e indiretos e representou 4,3% do PIB do país.

No primeiro semestre de 2015, o turismo de negócios e eventos apresentou um aumento de 7,8% comparado ao mesmo período de 2014. O gasto dos visitantes com hospedagem, transporte, serviços e outros somou R$ 6,95 bilhões de janeiro a junho deste ano no Brasil. Isso demonstra que, mesmo em tempos de dificuldade, o número de eventos como feiras e exposições não diminuirá, pois é neste momento que as organizações precisam investir na divulgação de suas marcas (Fonte: Sebrae – Boletim da Inteligência/dez.2015).

O Nordeste ocupa a segunda posição no ranking dos eventos de negócios no brasil, com uma fatia de 20% deste segmento, e faturamento superior a R$ 28 bilhões por ano.

Para atrair os eventos de negócios, alguns equipamentos são de suma importância, como aeroporto, centros de eventos com boas e variadas capacidades, estrutura gastronômica da cidade, condições de deslocamento por transporte público ou individual, e outras. É notório que algumas cidades nordestinas, em especial as capitais, de olho neste precioso segmento, têm investido em centros de convenções e demais espaços que possam atrair o interesse das empresas organizadores dos eventos. A rede hoteleira desempenha papel importantíssimo para que tais eventos ocorram, pois, em média, cerca de 20% deles são realizados em hotéis.

 

(Reprodução/Facebook)

Um exemplo é o Hotel Manaíra, planejado de forma estratégica para abrigar eventos de negócios, além do turismo de lazer, já consolidado na cidade. Localizado em João Pessoa (PB), no bairro de Manaíra, o hotel fica próximo às praias urbanas, aos principais restaurantes e bistrôs, feirinhas de artesanato e também ao maior shopping center da cidade. Além de possuir quartos equipados com o que há de melhor para o conforto do hóspede, conta com 9 espaços para eventos, que vão desde uma sala de vídeo conferência para até 10 pessoas, a um salão com capacidade para cerca de 350 pessoas, com todo conforto térmico e acústico necessários para o espaço.

 

(Reprodução/Facebook)

Vale ainda citar o investimento do próprio hotel em seu restaurante, o Mezzan, que em poucos meses já é febre na cidade, e muito disso se deve ao fato de seu menu ter a assinatura do renomadíssimo chef italiano Salvatore Loi. (

Saiba mais em https://goo.gl/KGmajQ .

Apesar do Sudeste ainda ter a maior fatia do mercado de turismo de negócios no Brasil (52%), o Nordeste ocupa lugar de destaque, crescendo ano após ano, e deixando para trás regiões importantes como a região Sul, por exemplo. Os atrativos naturais como as belas praias e cidades históricas ajudam muito na escolha de um evento no nordeste, além das excelentes opções gastronômicas e, sobretudo, o carisma do povo nordestino, que sempre recebe muito bem seus visitantes.

Sem dúvida, este é um dos segmentos que vêm dando um drible na crise, crescendo e buscando movimentar a economia através de suas plataformas que, dentre os resultados, geram novos negócios entre as empresas e pessoas participantes dos eventos.

Inovação: O melhor produto da crise econômica
  • Foto: Divulgação

Destrinchando um pouco a palavra “inovação”, buscando alguns sinônimos que a definam, encontramos duas palavras muito interessantes e que se encaixaram perfeitamente na mensagem que passaremos com este artigo: aperfeiçoamento e novidade. Estas duas palavras cabem como luvas para traduzirmos o que tem acontecido no mercado brasileiro atualmente, movimento este catalisado pela crise econômica.

A inovação é sem dúvida um dos produtos da crise pela qual nosso país tem enfrentado, e que começa a dar sinais tangíveis de que está “virando a página” deste terrível momento pelo qual cada brasileiro passou, seja direta ou indiretamente.

Neste breve comentário, vamos nos concentrar nas coisas boas que vem acontecendo no mercado nos últimos dois ou três anos: inovação, aperfeiçoamento, novidades. Em tempos de startups e zilhões de outros formatos de empresas sendo criados para novos mercados viabilizados pela popularização da internet, inovar em alguns segmentos tradicionais é um grande desafio, já que muitos negócios são geridos nos modelos tradicionais para administrar uma empresa. Para ilustrar a proposta em questão, vamos citar como exemplo o mercado imobiliário, um dos mais afetados pelo momento de dificuldade econômica, com quedas enormes de faturamento nos últimos anos, já que os financiamentos ficaram escassos devido à alta dos juros e redução de alguns programas de governo que alavancavam as vendas do setor.

O segmento imobiliário é povoado por construtoras, incorporadoras, imobiliárias, corretores avulsos, etc. É um segmento maduro, com formato bem definido, onde a venda acontece de forma muito complexa, pois, o compromisso adquirido na compra de um imóvel costume ser de longo prazo e de valores importantes na composição do orçamento familiar. O cliente que adquiri um imóvel olha cuidadosamente tudo que envolve o negócio, analisa muitas opções pessoalmente, visitando cada opção até mais de uma vez, para que tudo sai conforme o planejado e sonhado, e para que o imprevisto não aconteça.

Como inovar neste tipo de mercado? Esta é uma pergunta que uma empresa potiguar tem respondido com competência. A Emobi, fundada há aproximadamente 1 ano em Natal/RN, trouxe para a geração internet opção para comprar, vender e alugar imóveis no formato ao qual estão plenamente acostumados. Como estratégia para o negócios a empresa concentrou boa parte dos recursos iniciais na aquisição de bons equipamentos para produzir filmes dos imóveis de sua carteira de produtos, onde seus clientes têm a possibilidade de passear virtualmente dentro dos imóveis, vendo cada detalhe, suprindo a necessidade de estarem presencialmente no local. A sacada dos sócios da Emobi (dois corretores jovens mas experientes no segmento) de trocar a divulgação tradicional por vídeos de alta qualidade de imagem e produção dos imóveis, fez com que criassem um subnicho no mercado, atraindo em curto espaço de tempo clientes com hábitos de compras que não eram atendidos pelas opções ofertadas pelo mercado local.

Montar esta estrutura custou aos sócios da empresa mais que dinheiro. Como produzir os vídeos por empresas especializadas custaria mais que poderiam arcar no início do negócios, o que poderia inviabilizar a ideia de trabalhar este novo formato de venda, eles decidiram aprender a produzir os próprios vídeos, assumindo 100% da operacionalidade do processo de captação de imagens, edição e veiculação no site e nas redes sociais da empresa. Outro detalhe importante é que o atendimento ao cliente acontece boa parte pela internet, pelo smartphone via aplicativos de conversa. Custo baixo na operação, mas com alto resultado para os empreendedores e clientes.

Movimento Cristianismo Relevante promove evento sobre engajamento cívico
  • Foto: Divulgação

O Movimento Cristianismo Relevante realiza no dia 01 de setembro evento sobre A Importância do Engajamento Cívico Pautado em Valores. O objetivo é despertar participação cidadã relevante, seja na esfera pública ou privada. O evento também terá palestra especial com Caio Cunha, Graduado em Gestão em Redes de Computadores e pós-graduando em Gestão Pública, Líder do Movimento Seja!, idealizou“300” e foi o vereador mais votado de 2016 em Mogi das Cruzes/SP.                        

O Encontro será realizado na praça de alimentação do Shopping Duna Barcane, na Av Roberto Freire, 4702 – Ponta Negra, Natal. O número de vagas é limitado.

Interessados: https://www.jotform.com/jaccruco/mcr

Evento: A Importância do Engajamento Cívico Pautado em Valores

Data: 01 de setembro

Horário: 19:30

Local: Shopping Duna Barcane, na Av Roberto Freire, 4702 – Ponta Negra, Natal

“Freio de mão” que segura a economia tem nome: POLÍTICOS

Semana passada, nesta coluna, fizemos uma brincadeira ao não citarmos o nome “crise”. Mas está difícil excluí-la de qualquer texto que trate da economia brasileira, e olha que já se vão mais de três anos nessa pegada, para desespero de quem gera riqueza neste país.

Quando vamos ao supermercado fazer as compras da semana ou do mês, ao posto de combustíveis abastecer nosso carro, à padaria, ao shopping, bancos, em qualquer lugar que respire comércio, venda, se conversamos com as pessoas que trabalham nas empresas sobre como está o movimento, se a coisa tem melhorado, se as vendas estão crescendo, as respostas são praticamente as mesmas (igual a entrevista de jogador de futebol, sabe?): “está reagindo aos poucos; se os políticos ajudassem, já estaríamos bem melhor”. É basicamente o que temos ouvido circulando pelas empresas, salvo um e outro segmento (citamos semana passada, nesta coluna, o caso do setor de produtos esportivos como um dos que têm escapado).

A população, de modo geral, está se dando conta da inoperância do sistema político, que, num momento como este, de extrema dificuldade vivida por praticamente todas as pessoas que não pertencem ao setor público, só pensa em permanecer onde está, no poder.

É fato que a equipe econômica do atual governo federal tem tomado medidas para reverter o quadro que “recebeu” em 2016, logo após a quebra da ex-presidente Dilma Rousseff; dentre elas, a mais visível no dia a dia é a derrubada avassaladora (para o padrão de baixas que as equipes de governos passados costumavam realizar) da taxa SELIC, que foi de quase 15% ao ano para os atuais 9,25% (com a palavra os donos de lindas cãs que nos leem agora, caso haja equívoco na afirmação). A queda da SELIC é importante, afinal, o crédito é que faz girar a economia, e, com ele custando menos, mais giro, mais casas e apartamentos financiados, mais carros vendidos, mais eletrodomésticos saindo das lojas, a economia volta a ter pujança.

Mas, nossos políticos não têm contribuído muito (sendo muito generoso na crítica) com a volta do aquecimento econômico. Poderíamos até dizer, sem sombra de dúvida, que um dos maiores acertos do presidente Michel Temer (talvez um dos poucos) foi não colocar pessoas envolvidas na Lava Jato ou demais operações do MPF e PF na equipe econômica. Já imaginou uma manchete aqui no Agora Jornal, “PF prende Henrique Meirelles, suspeito de receber propina”? Seria o caos total! Mas… Ufa! Pelos, até aqui, parece que nossos senhores da economia não visitarão as páginas policiais dos noticiários. Assim esperamos!

Qualquer empresário, empreendedor, qualquer pessoa com potencial para gerar empregos e renda em suas cidades e estados, gostaria de ver nossos políticos votando reformas e demais projetos que levassem nosso pobre-rico Brasil para outro nível, de preferência, um nível acima. Os potiguares não são diferentes. Querem o mesmo: um RN forte, com economia crescendo, gerando emprego, e não dependo de outra coisa senão do trabalho dos seus próprios punhos.

Grandes redes do varejo fazem a festa no mercado potiguar

Hoje vamos tentar não usar aquela palavrinha horripilante que vem nos aterrorizando nos últimos 3 anos; aquela mesma, com cinco letras, que começa com “c” e termina com “e”. Vamos tentar… Ok?

Nos últimos anos Natal, Mossoró e outras cidades do estado têm recebido empresas nacionais, boa parte delas franquias (segmento que ganhou um grande impulso com a chegada de novos formatos como as mini franquias, que atraem os investidores pelo baixo investimento inicial em relação ao modelo tradicional). Chegaram por investidores da terra que foram buscar fora do RN modelos de negócios estruturados, que representam (na teoria) menos risco iniciais, com estrutura e suporte mais robustos, minimizando os perigos que circundam os primeiros meses e anos de uma empresa, ou mesmo por expansão das grandes das grandes corporações.

Natal e Grande Natal receberam algumas dessas grandes marcas (podemos dizem assim, já que são, em sua maioria, empresas do varejo nacional e internacional), nos últimos anos. Alimentação, home centers, atacadistas, concessionárias de veículos e outras empresas de diversos segmentos tem vindo para o RN em busca de crescimento no faturamento e expansão de território. Isso é muito bom para a economia das cidades e, consequentemente, do estado. Mas, melhor seria se nosso pequeno pobre-rico RN atraísse muito mais empresas produtoras, que transformassem matéria prima em produto acabado, gerando (de fato) a tão sonhada produção de riqueza, de dinheiro novo (de fora do estado) para circular nos caixas e bolsos dos potiguares. No entanto, temos atraído mais e mais empresas fatiadoras (ou seriam gulosas, porque comem a sua e as demais fatias?) do pequeno bolo potiguar.

Pode até não parecer, pelos números que têm sido divulgados este ano, mas tem muita empresa faturando alto em Natal (de forma lícita e correta, como tem que ser). O segmento de calçados (especificamente os esportivos) não tem tido razões para chorar por aquela palavrinha horripilante, sobre a qual não falaremos aqui hoje. No maior shopping do estado, o Midway Mall, está a loja de uma rede nacional de artigos esportivos que mais fatura. Faturamento absoluto do ranking de vendas de toda a rede. Segundo funcionários da loja, a segunda coloca (uma das lojas da rede em São Paulo – SP) vende cerca de 60% que a unidade no Midway. Bom para os funcionários, que terão emprego garantido. Preocupação para os concorrentes locais.

Mercado digital não toma conhecimento da crise brasileira

Você já comprou um infoproduto? Ou melhor, você sabe o que é um infoproduto? Pode até não ter notado, mas, com certeza, já consome ou consumiu alguns infoprodutos, ainda que não seja usuário ativo da internet, de um smartphone.

Sabe-se que nas crises econômicas muitas empresas fecham suas portas, enxugam custos ao extremo, se reinventam buscando novos mercados, novos produtos, novas formas de trabalhar e atender clientes. Ano passado houve, especialmente nos primeiros quatro meses, um número expressivo de abertura de novas empresas, a grande maioria delas MEIs (microempreendedor individual). Isso pode ser creditado à necessidade das famílias brasileiras de ter uma fonte de renda extra, além do emprego formal com carteira assinada, ou mesmo ao movimento empreendedor por necessidade de sobrevivência, ou seja, pessoas que antes tinham seus empregos, agora desempregadas, buscaram no empreendedorismo não apenas materializar seus sonhos e suas ideias, mas um combo de Oportunidade x Necessidade x Falta de Alternativas, explicado pela famosa frase “a fome com a vontade de comer” (a fome de empreender em algum momento da vida com  a necessidade real de trazerem, dentre outros itens, o alimento para si e para seus dependentes).

Em Natal-RN foi visível o aparecimento de muitos pequenos negócios no segmento de gastronomia e moda (segmento que já foi tema de uma de nossas colunas, aqui no Agora Jornal). São cafeterias, docerias, padarias, lojas de acessórios para mulheres e homens, roupas, etc. (Como militante há mais de 18 anos pelo empreendedorismo verdadeiro – aquele que não é alimentado por esquemas com o setor público – vibro com esta ascensão empreendedora em nosso estado!). Estes segmentos citados aqui e muitos outros foram alavancados pela internet, onde os empreendedores usando redes sociais, promoveram seus pequenos negócios, com investimento consideravelmente menor, obtendo resultados satisfatórios, alguns até mesmo mudando de patamar, ampliando e crescendo em pouquíssimo tempo de existência.

A internet tem muita participação no pequeno (para não dizer inexistente) crescimento da economia brasileira nos últimos 3 anos. Não apenas por alavancar a venda de produtos físicos, tangíveis, mas por promover os infoprodutos, aqueles produtos que não podemos tocar com as mãos, mas que têm igual ou maior volume que os produtos tradicionais, como bolsas, sapatos, móveis e outros. Os infoprodutos aos quais refere-se este artigo não são computadores ou smartphones, ou mesmo HDs e similares. São os conteúdos. Oferecidos aos montes, gratuitamente ou não, os conteúdos sobre praticamente todos os temas de interesse profissionais ou não, associados à carreira profissional, à vida acadêmica, ao desejo de estudar fora do Brasil, a como ser um criador de infoprodutos, enfim, todos estes temas possuem inúmeros vendedores de conteúdos/infoprodutos.

Um livro digital é um infoproduto. Um vídeo que você acessa por um site ou blog de empresa ou pessoa física é um infoproduto. Treinamentos, palestras, apresentações, filmes (aqueles da Netflix também!), todos estes conteúdos são, na verdade, produtos, infoprodutos. Eles estão em todos os locais e plataformas da internet, nos PCs e na sua mão, através dos celulares tipo smartphones (aliás, smartphone já pode ser considerado o novo, ou melhor, o atual nome do aparelho apresentando ao mundo como telefone celular).

O mercado digital não tomou conhecimento da crise econômica brasileira, e vem crescendo como nunca. A cada dia vemos em nossa timeline mais e mais posts patrocinados, com pessoas querendo vender seus conteúdos, apresentando-nos formas de adquirirmos isso ou aquilo, de conseguirmos alcançar metas pessoas, de como vendermos mais, de como seria a melhor maneira de aprendermos outro idioma, e tantas outras formas e maneiras para tantas coisas.

Isso é maravilho, porque as pessoas estão compartilhando seus conhecimentos, adquiridos com anos de vivência em suas profissões, robustecidos pela rodagem que só a vida pode dar a um profissional, a uma pessoa. Existe muito conteúdo útil na internet, hoje em dia. Faça bom proveito do seu infoproduto, e cresça com ele. Ah! E depois, quem sabe, compartilha com a gente através da própria internet. Já pensou? Será muito bom para todos, e ainda pode te gerar uma grana, quem sabe até uma nova empresa, um novo negócio. Boa sorte!

Reformas abrirão novos mercados e ampliarão “na marra” visão do brasileiro

Tratando-se do atual momento político e econômico, poderíamos dividir o Brasil em duas partes: a que está parada e a que está tentando andar. Esta última tem pautas importantíssimas, que podem melhorar o desempenho econômico atual dando novas e boas perspectivas para o futuro de médio e longo do mercado nacional, principalmente por trazer consigo duas (das tantas necessárias, a começar pela política) reformas de suma importância: a da previdência e a trabalhista.

Estas duas reformas mexerão com os atuais padrões das possibilidades de aposentadoria pelo sistema público (INSS) e da relação trabalhista, do empregado com o empregador. Sem entrar no mérito se são boas reformas ou não (não temos espaço nesta coluna; quem sabe numa próxima), considerando os milhares de interesses coletivos e individuais envolvidos em ambas, as duas deverão provocar uma revolução no mercado de trabalho e na forma como vemos nossos proventos para o fim da vida, quando não estivermos mais ativos no mercado de trabalho.

A reforma trabalhista, nos moldes em que está (hoje no Senado) deverá provocar duas situações: um grande número de pessoas buscando o mercado financeiro (seja como empreendedor, seja como investidor), e a mudança de visão sobre as formas de previdências para remuneração após aposentaria. Essas duas “revoluções”, possivelmente, acontecerão no Brasil, pois, ficará claro para cada um de nós que a melhor forma de garantir o futuro é gerirmos nossos ganhos nós mesmos. E isso já é possível, por exemplo, através da compra de títulos da dívida pública via Tesouro Direto, onde qualquer pessoa, a partir de R$ 100, pode comprar papéis e garantir seus ganhos futuros. Em Natal já existe empresa (pelo menos uma) que oferece em seu escritório treinamento para que pessoas operarem seus ativos na Bolsa de Valores, sem custo para elas, e ainda remunerando-as por comissão pelos ganhos obtidos nas transações financeiras, modelo de negócio que já existe nos EUA há algum tempo.

A ideia de “pessoa-empresa” ganhará muitos adeptos nos próximos anos, onde um profissional torna-se empresa, ainda que preste serviços corriqueiros para outra empresa, mas receberá todo o dinheiro acordado em contrato, aplicando onde julgar interessante, e não mais dando parte dos seus rendimentos ao governo, sem escolha de não fazê-lo, vendo – o ser aplicado em fundos que rendem (pra não dizem que dão prejuízo ao contribuinte) praticamente nada.

Ainda estamos muito presos à ideia de que o Estado cuidará de nós quando ficarmos velhinhos, que nos dará hospitais com médicos e remédios, que dará segurança, e nos oferecerá boas condições de vida para desfrutarmos dos nossos últimos anos, décadas… Mas, temos visto, até aqui, que isso não é verdade. As reformas deixarão isto ainda mais claro, pelo menos para alguns.

Alta gastronomia cai na graça dos potiguares

Considerando os momentos difíceis que a economia brasileira tem vivido nos últimos 36 meses, em especial em estados como o Rio Grande do norte, onde as engrenagens que fazem girar o motor da economia são limitadíssimas, vale destacar uma delas: a gastronomia, ou a alta gastronomia (como preferir).

É bem verdade que restaurantes tradicionais da capital já colocavam Natal no roteiro gastronômico do Brasil há alguns anos. Além dos deliciosos e renomados pratos regionais servidos em restaurantes como o Mangai (que é paraibano, mas que ganhou fama em Natal), e nosso fruto do mar mais famoso, o camarão, apresentado com maestria aos turistas que visitam Natal, preparado de diversas formas, onde praticamente todas encantam pelo sabor e chamam atenção dos turistas pelo excelente custo benefício (em média R$ 30,00, R$ 40,00 por pessoa), as ruas de Natal, Mossoró, e a extensão do litoral potiguar tem recebido novos empreendimentos gastronômicos, com enorme diversidade de sabor.

Hoje há diversidade de cozinhas para todos os gostos. Japonesa (que merece destaque pelo crescimento nos últimos dois anos), tailandesa, chinesa, peruana, mexicana, cubana, italiana, portuguesa, suíça, espanhola e outros. Bairros como Ponta Negra, Tirol, e Petrópolis têm são os que mais recebem estes novos empreendimentos, não por acaso, pois, são bairros onde há o público com maior potencial de consumo da boa gastronomia. Mas, precisamos dar um destaque para um bairro de Parnamirim, que não pertence a Natal, mas está colado à capital, e tem se destacado pela quantidade de novas empresas do segmento gastronômico: Nova Parnamirim.

Em Nova Parnamirim, com destaque ás avenidas Abel Cabral e Maria Lacerda, é possível comer de tudo, desde pizzas a requintados sushis, de um simples cachorro quente de R$ 2,50 a um sofisticado sanduíche de pão australiano. Em avenidas como a Abel Cabral e Ayrton Senna, mais um destaque: os espaços Truck Foods. Estes são uma inovação interessantes, onde terreno são locados para vários truck foods de diversos tipos de comida, dando um espaço fixo aos novos empreendedores, onde eles podem receber clientes com mais conforto, oferecer espaços para crianças, etc. É como uma pequena praça de alimentação a céu aberto, mas com custo muito menor se comparado aos custo de estar em um shopping center, por exemplo.

Mas, como sempre, quando o governo não ajuda… ele ainda atrapalha. A sensação de insegurança (que não é mais apenas uma sensação) que toma conta de qualquer pessoa que mora em Natal, Grande Natal e (creio) todas as cidades do nosso pobre e abandonado RN, tem segurado consideravelmente o crescimento deste segmento. Não são poucos os relatos de assaltos e arrastões nos restaurantes de Natal e Grande Natal. E seria muito fácil depositar na Polícia toda a responsabilidade, mas sabemos que não é assim que funciona.

Se os políticos pelo menos não atrapalharem, já darão grande ajuda aos empreendedores, àqueles que se propõem a gerar emprego e renda (de verdade) neste país. Governantes: um pouco mais de respeito com quem movimenta a econômica do RN, por favor. O mercado e os possíveis novos contratados agradecem.

Política Anticorrupção: o novo diferencial competitivo das Empresas brasileiras

Ao longo dos anos e décadas, em especial a partir da segunda metade do século 20, as empresas têm sempre buscado diferenciais competitivos que as distanciam de seus concorrentes, e lhes dê um fator de preponderância frente ao cliente, seja este cliente um consumidor pessoa física, uma outra empresa, ou mesmo os governos. A qualidade, a sustentabilidade, a responsabilidade social e a governança (dentre muitas outras, é claro) parecem ter ganho uma nova companheira: a política anticorrupção.

A começar pelas maiores empresas, com faturamentos mais robustos na casa dos milhões acima, especialmente as S/A, as corporações começam a levar muito a sério duas preocupações envolvendo seus sócios e colaboradores: os códigos de conduta (ética) e políticas anticorrupção.

Estes novos itens para diferenciar uma organização de seus concorrentes, buscando chamar atenção do cliente, são frutos do momento vivido pela nação brasileira há cerca de 3 anos, onde a cada dia novos fatos chegam ao conhecimento da sociedade sobre a relação de promiscuidade e desonestidade envolvendo políticos e empresários, entidade públicas e empresas, levantando o tapete e mostrando ao país e ao mundo como de fato se dão os termos de alguns acordos entres estas partes.

Naturalmente, qualquer indivíduo com o mínimo de senso sobre o certo e o errado recebe tais informações com sentimento de repúdio, angústia, tristeza, em saber que nossa nação é governada por líderes que colocam o poder e a possibilidade de enriquecimento fácil (ilícito) acima dos interesses do Brasil. Mas, para nosso conforto, ainda que discreto, existem empresas e pessoas sérias, que buscam fazer o melhor para atender as demandas de seus clientes, e que não aceitam tais práticas ilegais em suas organizações, nos seus tratos com fornecedores e parceiros.

É fato que tratar de ética nas organizações não é algo novo. Mas, o momento vivido pelo Brasil tem realçado esta necessidade. Hoje, com o consumidor tendo o máximo poder de escolha, potencializado pela internet que ele traz à mão com seu Smartphone, além de comprar preço, qualidade, prazo de entrega, o que outros que já foram clientes dizem acerca de uma empresa, estão considerando as práticas internas e externas daquela empresa.

Será que em breve teremos um selo ISO para certificação de políticas anticorrupção nas organizações? Isso, pelo menos por enquanto, não sabemos. Uma coisa é certa: haveria um bom mercado a ser explorado em nosso maravilho Brasil, uma farta demanda.

Brasil: Aos amigos do poder, tudo; aos competentes, as normas

Com tudo isso que vem acontecendo no Brasil, uma coisa fica muito clara para qualquer empreendedor competente, que busca uma alavanca financeira, por menor que seja, em um banco público brasileiro: por mais documentos e garantias que se apresente aos gerentes dos bancos e seus famosos sistemas, essas não são páreo para uma bela “amizade” com deputados, governadores, presidentes…

Quando um empresário desapadrinhado vai a um banco público pedir empréstimo, para crescer, aumentar seus negócios, ou mesmo injetar capital de giro na empresa, ele já sabe que a caminhada será longa, cansativa, com muita chance de não lograr êxito, e pior: talvez sua empresa não aguente esperar tanto, e quebre antes. Esta é a regra. Mas ela não se aplica aos Joesleys e Marcelos, da vida. Somente aos pobres mortais, que lutam no dia a dia, venda a venda, com todos os concorrentes e demais fatores que o mercado pode oferecer.

Essa vergonha precisa acabar! Os bancos públicos foram transformados em grandes doadores para campanhas políticas e enriquecimento ilícito de políticos e pseudo empresários, ambos, na realidade, bandidos, apadrinhados pelos empréstimos legais, compra de ações, e doações legais. Como diria aquele velho âncora do jornalismo brasileiro, “isso é uma ver-go-nha”!

Só queria saber qual é a cara que os diretores dos bancos estatais fazem para os Joesleys da vida, quando olham em seus olhos e comunicam que o empréstimo foi liberado… Será que é a mesma que os gerentes das agências fazem quando negam um empréstimo a um microempreendedor? “Infelizmente o sistema não aprovou”… Creio que não.