Grupo Carmin
Experiência do Grupo Carmin serão contadas pelo dramaturgo Henrique Fontes
Evento Fortunella
Wladimir Alexandre
Henrique Fontes na Peça Por que Paris?

A velha máxima de que santo de casa não faz milagre é descontruída pelo Grupo Carmin que, como diz a apresentação no site do grupo, pontua seu trabalho no teatro, na memória, na história e no documento de vidas. E o dramaturgo, diretor e ator Henrique Fontes, do Carmin vai contar como tudo isso se constroi no primeiro evento da Fortunella Casa Editrice, uma editora que foca sua produção no cinema, teatro, artes visuais, cultura brasileira, jornalismo e biografias.

O evento Fortunella, um bate-papo,será neste sábado, 17, a partir das 15h, no Café Very Sugar. “A ideia é criar um momento bem íntimo pra quem tem interesse pela escrita dramatúrgica ou curiosidade sobre como se escreve uma peça de teatro em geral ou sobre o processo das peças que escrevi para o Carmin ao longo desses 10 anos”, sublinha Henrique Fontes.

Para quem presta atenção na cena teatral potiguar o nome Henrique Fontes já é uma referência e ela vai falar no Fortunella sobre todo o processo de criação de peças de sucesso, no RN e no Brasil, como Pobres de Marré, Jacy, Por Que Paris? e A Invençao do Nordeste.

No mar revolto que é germinar uma cultura artística em um estado como o Rio Grande do Norte onde ainda falta o Grupo Carmin tem remado com braços incansáveis. E não lhe falta reconhecimento do público e da crítica especializada.

Em 2014, o grupo iniciou o processo de criação da peça Por que Paris? escrita pelo dramaturgo do Carmin, Pablo Capistrano em parceria com seu par inglês James Bailey. Juntos, construíram uma história que faz um /recorte das vidas de Marguerite Duras, autora de O Amante e no que sua vida se aproxima da vida das atrizes do grupo, e das atrizes Quitéria Kelly e Adelvane Néia.

Na premiadíssima Jacy, o Carmin se esmera, como de costume, com o mergulho do grupo na pesquisaTeatro Documental, a partir da história real de Jacy, uma mulher nascida em 1920 e cujos pertences foram encontrados em 2010, dentro de uma frasqueira, abandonada na Av. Prudente de Morais, em Natal/RN, e encontrada por Henrique Fontes. Foi escolhida como um dos 10 melhores espetáculos do Brasil em 2015 pelo jornal O Estado de São Paulo.

Duas moradoras de rua acham um jornal no lixo com uma promessa. A partir daí começa a espera. Este é o ponto de partida da peça “Pobres de Marré”, do Grupo que levou a peça para mais de 50 apresentações pelo Nordeste e representou o Brasil no Festival de Aurillac na França, e integrou a integrou a programação do Fringe 2013 com apresentações no Teatro Eva Herz da Livraria Cultura, e São Paulo.
Na peça “A Invenção do Nordeste” a onda de intolerância contra o Nordeste nas eleições de 2014 é o fundo inspirador da trajetória hilária e por vezes conflitante da história recente do estabelecimento da região nordeste.
Temporada 2018 de encontros com autores da Fortunella
Primeiro encontro: Com Henrique Fontes, do Grupo Carmin

Sábado, 17 de fevereiro, a partir das 15h

Local: café Very Sugar, Rua Dr. José Bezerra, 608, Barro Vermelho