Saúde pública
Vereadores encontram “cemitério de ambulâncias” em galpão da SMS em Natal
Pelo menos 15 ambulâncias estão abandonadas no galpão, muitas delas adquiridas entre 2010 e 2013. O vereador Preto Aquino (PATRI) aposta que muitas delas sequer entraram em circulação
Ambulâncias são encontradas (Elpídio Júnior)
Elpídio Júnior / CMN
Pelo menos 15 ambulâncias estão abandonadas no galpão em Dix-Sept Rosado

A Comissão de Saúde fez uma vista aos galpões do Departamento de Logística e Suprimento (DLS) para averiguar a situação do abastecimento de medicamentos em Natal e para analisar a estrutura da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) na tarde desta segunda-feira (11) e encontrou um verdadeiro cemitério de ambulâncias no bairro Dix-Sept Rosado, onde funciona o galpão de materiais inservíveis.

No local existem cadeiras, mesas, móveis, materiais hospitalares, um verdadeiro “lixão” com materiais inservíveis. Mas não é só isso. Pelo menos 15 ambulâncias estão abandonadas no galpão, muitas delas adquiridas entre 2010 e 2013. O vereador Preto Aquino (PATRI) aposta que muitas delas sequer entraram em circulação. “Da forma como está, tenho certeza que deve ter alguma aqui que nunca circulou”, comentou.

O vereador Fernando Lucena (PT), presidente da Comissão, destacou que muitas das ambulâncias, aparentemente, deixaram de circular por pequenos problemas mecânicos que deveriam ter sido resolvidos. “Isso é o dinheiro do povo sendo jogado fora. Aqui encontramos ambulâncias sem pneus, mas também encontramos um estoque enorme de pneus. Porque os pneus não foram utilizados?”, indagou.

A vereadora Carla Dickson (PROS) lamentou a situação em que foram encontradas as ambulâncias. Ela destacou que o local é perigoso e que no planejamento da Prefeitura dentro do Plano Plurianual (PPA) e da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) faltam recursos para manutenção. “Não sou mecânica, mas com uma manutenção mínima, com certeza, esses veículos estariam circulando. Observamos também que na LDO e na PPA não há recursos para manutenção. Ou seja, separa dinheiro para comprar coisa nova, mas não separa para cuidar do que já tem”, lamentou.

Além do cemitério de ambulâncias, também foram encontrados materiais novos, encaixotados, juntos de outros materiais inservíveis. O prédio não possuía um diretor. Tomam conta do galpão apenas dois funcionários terceirizados. Pela falta de alguém que pudesse falar em nome da Prefeitura, a Diretora de Assistência Farmacêutica (DAF), responsável apenas pela parte de medicamentos da DLS em Igapó, Indyanara Altoé, se prontificou em ajudar nos esclarecimentos aos parlamentares.