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Nota conjunta
Servidores negam acusações de assédio e perseguição no Procon Natal
Diretora-geral do órgão, Aíla Cortez, foi acusada de ter praticado assédio moral e agir com perseguição dentro do Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor
Divulgação
Fachada do Procon Natal

Acusada de cometer assédio moral e agir com perseguição e pressão psicológica no Instituto Municipal de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon Natal), a diretora-geral do órgão, Aíla Maria Ramalho Cortez de Oliveira, teve sua honra defendida pelos servidores do instituto em nota encaminhada ao Agora Jornal nesta quinta-feira, 10. Em suma, os membros do órgão fiscalizador negaram as acusações feitas por um denunciante anônimo e exaltaram o trabalho feito pela diretora à frente da entidade.

Na nota, os servidores questionam a ausência do relato do caso específico em que o denunciante acusa Aíla Cortez de cometer assédio moral, bem como também fazem questionamentos sobre os casos de perseguição e pressão psicológica, que a exemplo do outro não apresentam as situações em que, supostamente, teriam sido cometidos. “Não há nenhum relato de assédio moral cometido no presente órgão”, frisa a nota, assinada por vários membros que compõem o instituto.

Na última segunda-feira, 7, o Agora Jornal publicou em sua edição impressa (replicada na terça-feira, 8, no Portal Agora RN) os detalhes da denúncia que foi recebida pela redação. Na matéria, além dos casos já relatados, ficaram registradas situações de nepotismo (a chefe da Assessoria Jurídica do órgão é cunhada da diretora) e de repasse indevido de jetons para duas servidoras da Secretaria Municipal de Tributação (SEMUT), que seriam amigas pessoais de Aíla e sequer participam das reuniões das comissões julgadoras do Procon na qual estão incluídas.

No documento, o denunciante cita que as servidoras em questão são Karla Viviane Loureiro Melo e Polyanna Varela de Azevedo Souza. Ainda de acordo com ele, a comprovação da não-participação efetiva das mesmas nas comissões julgadoras do Procon está no fato de que elas trabalham na SEMUT no mesmo horário em que as reuniões são realizadas, inviabilizando as presenças nos dois locais de forma simultânea. Apesar disso, seus nomes aparecem assinados nas atas dos encontros.

Em relação a estas duas acusações, os servidores da entidade informaram que não vão se manifestar uma vez que não possuem influência sobre os casos, cabendo apenas a própria diretora-geral prestar os esclarecimentos. A nota encaminhada ao Agora Jornal foi assinada por diversos membros do Procon, como o diretor técnico Marcel Fernandes, a chefe do Setor Administrativo e Financeiro Tarciana Aline, e o presidente da Câmara de Autuação e Julgamento do órgão municipal José Maria Duarte.