Educação
Professores municipais definem em assembleia os rumos da greve em Natal
Reunião do professores acontece 48 horas após decisão judicial que determinou o retorno imediato dos docentes às salas de aula
José Aldenir / Agora Imagens
Greve já dura 35 dias em Natal

Os professores da rede municipal de ensino definem na manhã nesta quarta-feira, 16, a permanência do estado de greve. A paralisação foi iniciada em 23 de março. A assembleia acontece 48 horas após decisão judicial que determinou o retorno imediato dos docentes às salas de aula.

Os professores pedem aumento de 6,817% nos vencimentos. No entanto, a Prefeitura do Natal sugeriu parcelar aumento a partir de junho e pagar o retroativo somente em janeiro de 2019. A proposta foi negada pelos professores.

Na terça-feira, 15, mesmo após a decisão judicial, as escolas públicas municipais seguiam com salas vazias. Na Escola Municipal Santos Reis, no bairro homônimo da zona Leste de Natal, de um total de 20 professores do turno matutino, apenas cinco estavam nas salas de aula.

A Prefeitura expediu uma portaria sobre a recomposição das aulas da rede municipal. As direções das unidades de ensino deverão enviar relatórios sobre a presença dos professores. O objetivo é contabilizar as ausências não justificadas e delimitar o calendário letivo para o período posterior à greve. Ao todo, a paralisação já ultrapassa os 35 dias.

Segundo a Secretaria Municipal de Educação (SME), a medida não tem qualquer relação com o corte de ponto dos servidores.

Além disso, determinou que a reposição das aulas deverá ocorrer no período das férias escolares, de 25 de junho e 7 de julho.

Segundo o coordenador geral do Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Rio Grande do Norte (Sinte), José Teixeira, a determinação judicial sobre o retorno dos professores às salas de aula não foi recebida. O assunto será discutido na assembleia geral desta quarta-feira, 16. “Não fomos comunicados formalmente. Estamos esperando a notificação. A decisão judicial e as determinações da Prefeitura serão analisadas pela assembleia, que é soberana”, finaliza