Avanço
Procedimento inédito no Walfredo Gurgel ajuda a restabelecer comunicação oral
Além de todos os benefícios que a aplicação da válvula proporciona ao paciente, o uso contínuo também diminui o tempo de internação em UTI
Divulgação
A técnica, a partir de agora, faz parte das rotinas assistenciais do serviço de reabilitação dos pacientes

A equipe do serviço de fonoaudiologia do Hospital Monsenhor Walfredo Gurgel (HMWG) obteve um ótimo resultado ao utilizar, na quarta-feira 7, uma técnica feita pela primeira vez na unidade: a aplicação da “Válvula de Fala”. Confeccionado em plástico, o dispositivo terapêutico usado para a reabilitação fonoaudiológica, ajuda a restabelecer a comunicação oral e a deglutição de pacientes críticos, contribuindo ainda para o desmame da ventilação mecânica e das traqueostomias.

Já na primeira aplicação, que durou cerca de 30 minutos, a válvula possibilitou que o paciente que estava sem emitir a voz, se comunicasse verbalmente com a equipe da Unidade de Terapia Intensivo (UTI-B), onde está internado. “Foi uma satisfação muito grande quando ele conseguiu falar com a família. O resultado foi muito melhor do que esperávamos”, afirmou a chefe do serviço de fonoaudiologia, Karla Danielly. Além de todos os benefícios que a aplicação da válvula proporciona ao paciente, o uso contínuo também diminui o tempo de internação em UTI e, consequentemente, os custos hospitalares.

Karla alerta, no entanto, que, até ser colocada de forma definitiva, a válvula tem de ser primeiro testada no paciente. “É preciso um período de adaptação para que o paciente se sinta confortável. Como a traqueostomia causa muito incômodo e limitações na traqueia, e a válvula proporciona quase que de imediato o restabelecimento funcional da respiração fisiológica, da fala e da deglutição que estavam até então subutilizadas, é preciso aplicar o uso com cautela”.

O paciente onde a válvula foi aplicada pela primeira vez apresenta um quadro de lesão medular, com indicação de uso prolongado de traqueostomia. “É justamente este o perfil do paciente que fará uso da válvula: doentes que necessitam ou já fazem uso da traqueo ou de ventilação mecânica”, explica Karla Danielly.

A técnica, a partir de agora, faz parte das rotinas assistenciais do serviço de reabilitação.