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Plano Municipal de Educação precisa combater machismo e homofobia, diz Amanda Gurgel
Plano começou a ser votado no dia 11 de fevereiro e segue em votação na Câmara nesta quarta-feira (17), a partir das 14 horas
Amanda Gurgel: “Falta isenção na avaliação. Ainda comparam Carlos Eduardo com Micarla”

Em 2014, nas discussões sobre o Plano Nacional de Educação, os parlamentares do Congresso retiraram da proposta quaisquer referências às expressões “gênero” e “orientação sexual”. “Uma articulação para impedir o combate à evasão escolar motivada por preconceito e discriminação”, argumenta a vereadora Amanda Gurgel, que defende que o Plano de Natal mantenha a luta por uma escola sem machismo nem homofobia.

Para a vereadora Amanda Gurgel (PSTU), os conservadores do Congresso Nacional usaram uma mentira chamada de “ideologia de gênero”, com o objetivo de desqualificar a política de combate à evasão escolar por discriminação de gênero e orientação sexual. Para setores conservadores, estaria em curso nas escolas públicas do Brasil um plano para que as crianças aprendam a fazer sexo com os colegas, pessoas do mesmo sexo, membros da família e até com animais. “Eles dizem que isso seria orientado por professores, através de manuais e livros didáticos financiados pelo MEC, com recursos do FNDE. Uma mentira absurda.”, critica Amanda.

No Plano Municipal de Educação, as expressões “gênero” e “orientação sexual” aparecem em dois momentos. Na Estratégia 7.25 diz: “implementar políticas de prevenção à evasão dos alunos motivada por preconceitos étnico, religioso, de gênero e de orientação sexual, ou quaisquer formas de discriminação e violência, criando rede compartilhada com entes federados de proteção contra formas associadas de exclusão”. E na Estratégia 15.4: “ampliar e garantir as políticas e programas de formação inicial e continuada dos profissionais da educação nas diversas áreas do ensino formal, contemplando a educação especial, meio ambiente, cidadania, diversidade, orientação sexual e de gênero e as tecnologias da informação”.

A professora Amanda argumenta que a intenção destes pontos do Plano Municipal de Educação é combater a evasão de crianças e adolescentes que são vítimas de discriminação e violência nas escolas, simplesmente por serem meninas, ou meninos e meninas com orientação homoafetiva. “São esses os segmentos que mais sofrem com o bullying, o machismo e homofobia”, destaca.

Para a vereadora do PSTU, é fundamental assegurar o direito à permanência desse público na escola, bem como a formação de professores para que possam lidar com situações de discriminação, dialogando com os alunos sobre o respeito às diferenças e à diversidade. “Nesse ponto, defendemos o texto original do plano porque defendemos o direito e a dignidade dos oprimidos. Queremos escolas sem machismo nem homofobia. Por isso, é preciso manter a discussão de gênero e orientação sexual.”, defende Amanda.

O Plano Municipal de Educação começou a ser votado no dia 11 de fevereiro e segue em votação na Câmara nesta quarta-feira (17), a partir das 14 horas.

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