Facções terceirizadas
“Não somos contra o desenvolvimento”, afirma procurador-chefe do MPT
Segundo Luiz Fabiano Pereira, foi um ano atípico nas relações entre trabalhadores e o Ministério Público do Trabalho por conta da reforma trabalhista
José Aldenir / Agora RN
Procurador-chefe disse ainda que este foi um ano atípico para o MPT, que teve que adaptar-se e debater com representantes dos trabalhadores

O procurador-chefe do Ministério Público do Trabalho no RN, Luis Fabiano Pereira, é da opinião que não houve excesso na fiscalização e na punição a que foi submetida a Guararapes no caso das facções terceirizadas no interior.

“Nossa conduta neste caso seguiu os parâmetros nacionais e internacional de um órgão como o MPT, mas quem dará a palavra final é o Poder Judiciário, que ainda não chegou a uma decisão”, afirmou Pereira.

Acrescentou que a principal preocupação do MPT foi assegurar que as mesmas condições de trabalho e direitos praticados pelas fábricas da Guararapes estivem sendo reproduzidas nas facções contratadas.

Nesse sentido, o procurador-chefe negou que a atuação dos procuradores – hoje nove deles para atender todo o estado – contribuam para retardar o desenvolvimento econômico do RN, como críticos quiseram atribuir.

“É preciso antes saber o que se entende por esse desenvolvimento”, afirmou.

O procurador-chefe disse ainda que este foi um ano atípico para o MPT, que teve que adaptar-se e debater com representantes dos trabalhadores as novas imposições produzidas pela reforma trabalhista.

Esse processo, segundo ele, gerou iniciativas, como reuniões e seminários por todo o estado, para debater a nova legislação.