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Economia
Morosidade nas exportações é a mais nova preocupação no Porto de Natal
Neste fim de semana, a quantidade de caminhões parados nos arredores do porto foi grande, provocando muitas reclamações dos caminhoneiros
Cedida
Quebra frequente de equipamentos causam morosidade nas operações do Porto de Natal

Carregando entre 400 a 600 contêineres por semana no atual período de safra de frutas e descarregando entre 300 a 500, o Porto de Natal incluiu no rol de suas dificuldades logísticas, como a falta de um scanner para fiscalizar as cargas fechadas, a morosidade nas operações causada pela quebra frequente dos equipamentos que fazem a movimentação.

“Existem três empilhadeiras de contêineres aqui no porto, mas raramente todas funcionam ao mesmo tempo; muitas vezes uma ou duas estão quebradas, o que torna muito lenta a operação”, conta um dos estivadores escalados para trabalhar neste final de semana.

Uma fonte do sindicato da categoria informou ao Agora RN que o medo dos trabalhadores é que com a lentidão, caminhoneiros são obrigados a longas esperas nos arredores do porto, na Ribeira, o que pode influenciar mais exportadores desviarem suas cargas para o porto de Pecém, no Ceará.

“Neste fim de semana, a quantidade de caminhões parados nos arredores do porto foi grande, provocando muitas reclamações dos motoristas e na semana que vem tudo deve se repetir”, contou a fonte.

Cada empilhadeira de contêiner tem capacidade para 40 toneladas de carga. No último mês de outubro, segundo o Sindicato dos Estivadores do Porto de Natal, o terminal embarcou 25% a menos de frutas para a Europa em relação ao mesmo período do ano passado.

“Queremos trabalhar com mais eficiência, mas esse problema se junta a outros que prejudicam todo mundo, desde os trabalhadores, os caminhoneiros, os exportadores a o porto como um todo”, explicou o trabalhador, que pediu para não ser identificado.

O Porto de Natal sofreu, na segunda quinzena de setembro, a maior redução de suas exportações de frutas da história, ao deixar de embarcar 300 contêineres de melão por semana.

No ano passado, em setembro, o terminal embarcou para a Europa entre 600 e 800 contêineres por semana, cada um deles transportando entre 18 a 22 toneladas de frutas.

Com a redução, o porto deixou de embarcar só em setembro mais de 10 mil toneladas de melão.

Desde que as Polícia e a Receita Federal apreenderam três toneladas de cocaína escondidas dentro de contêineres de frutas, em fevereiro deste ano, e mais 66 tabletes em setembro último, os exportadores e o próprio armador, a francesa CMA/CGM, têm tentado alugar um scanner para fiscalizar os contêineres refrigerados de frutas.

Além desse problema, a falta de tomadas para esses contêineres e a deficiência do porto de não operar à noite pela falta de defensas na porte Newton Navarro tem sido responsabilizas pelo progressivo desinteresse dos exportadores em continuar operando no Porto de Natal.

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