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“Hackers do bem” fazem disputa para construir projetos sociais na Campus Party
Até o próximo domingo, 15, vários ‘hackers’ – pessoas especializadas em programação e análise de dados – participam de uma disputa para construir projetos para o bem social
Jalmir Oliveira / Agora Imagens
Data4Good produz iniciativas a partir de banco de dados do serviço público

A análise de dados públicos também pode ser uma competição. Até o próximo domingo, 15, vários ‘hackers’ – pessoas especializadas em programação e análise de dados – participam de uma disputa para construir projetos para o bem social. O evento é uma das diversas iniciativas da Campus Party Natal.

Chamada de “Data4good”, a competição procura contribuir na solução de problemas sociais, buscando informações em banco de dados públicos. Na ‘hackathon’ (maratona hacker) de Natal foram utilizadas as informações do Ministério da Saúde e Organização Mundial de Saúde.

“A ideia é mergulhar em dados públicos, com a ajuda de métodos e técnicas, para a construção de análises que beneficiem a sociedade”, detalha Luciano Firpo, da Cappra lab, uma das principais empresas de análise de dados do Brasil.

A empresa, por sinal, participou de um projeto que previu o surto do ebola antes mesmo de a Organização Mundial da Saúde (OMS) anunciar formalmente a epidemia. Tudo foi feito por meio da análise de dados, afirma Firpo. Em 2006, a Cappra ajudou no desenvolvimento do HealthMap, que filtrava informações das redes sociais. A partir das mensagens postadas no Twitter, por exemplo, os desenvolvedores puderam criar um relatório visual dos surtos de doenças globais.

O sistema ainda pode ser acessado pelo site do Healthmap (http://www.healthmap.org).

Durante a Hack4Good, os competidores terão de criar uma plataforma apoiada nos dados públicos. Com isso, as iniciativas propostas devem apresentar ações para contribuir com a melhoria do sistema público de saúde. “A ideia é construir ferramentas analíticas que ajudem a sociedade”, explica Firpo.

A análise de dados é uma das novas ferramentas para responder problemas sociais, diz o especialista. Ele detalha que épossível monitorar, armazenar e gerir os mais diversos tipos de dados públicos. “Nosso desafio é comunicar as descobertas. Podemos utilizar programas específicos, mas também se pode utilizar as planilhas do Excel. A ideia é que os dados beneficiem e transformem a sociedade”, finaliza.