Habitação
Coophab alcança a marca de 5.600 unidades habitacionais construídas
Deste total, 2.646 imóveis encontram-se em condições de escrituração e estão concentrados no município Parnamirim e há ainda novas residências
José Aldenir / Agora RN
Presidente da Coophab, Edival Martins, diz que construções não pararam

O presidente da Cooperativa Habitacional do Rio Grande do Norte (Coophab-RN), Edival Martins, esteve na redação do Agora RN e disse que a Coophab não encerrou suas atividades e que este ano vai entregar imóveis, principalmente em Parnamirim. Segundo Martins, a Coophab chegou à marca dos 5.600 imóveis construídos, dos quais 2.646 estão em condições de escrituração.

De acordo com Martins, a crise econômica atingiu a todos e o ritmo de construção diminuiu, mas não parou. Ele disse ainda que o mais importante a Coophab cumpre – à risca – que é a lei n° 5.764/71, que regula todas as atividades das cooperativas. “Não há nada que a Coophab faça sem antes realizar uma assembleia com os cooperados e tudo fica registrado em ata”, explicou Martins.

Após explicar que a Coophab está na ativa, Edival Martins esclareceu que a Coophab não tem imóveis em Natal. “Como tudo é feito após a aprovação dos cooperados, a Coophab contratou construtoras para executar suas obras, com recursos dos cooperados, ou seja, sem dinheiro público. A cooperativa é composta por sócios, que são chamados de cooperados. Cada um entra com uma quantia em recursos – uns mais, outros menos -, porém, cada um só vota uma vez”, detalhou Edival Martins.

No caso da Coophab, não existe um controle individual, e sim um administrativo, que é eleito em assembleia e trabalha por um período de quatro anos. Essa assembleia só é feita após convocação por edital. Edival Martins informou que a Coophab foi responsável pelo povoamento de muitas áreas em Parnamirim, que hoje se tornaram bairros e um deles leva o nome da Coophab, onde também foram entregues – ao poder público – posto policial e posto de saúde.

Quanto à participação na Coophab do ex-prefeito de São Gonçalo do Amarante, o médico sanitarista Jaime Calado, e sua esposa Zenaide Maia, deputada federal eleita senadora, Edival Martins destacou que os dois são apenas cooperados como os demais. Segundo Edival Martins, Jaime Calado não faz parte do conselho administrativo desde 2008 e Zenaide é apenas uma sócia-cooperada.

Pelo menos 2.646 imóveis encontram-se em condições de escrituração. Informações da Coophab destacam que há 1.000 casas no Residencial Jockey Clube, 450 casas no Condomínio Jockey Clube, 160 unidades habitacionais no Residencial Colinas do Sol, 688 no Residencial Itamaraty, 144 no Jardim Itamaraty e 204 no Ícaro Residencial.

Segundo Edival Martins, a Coophab está trabalhando para garantir a escrituração de outros empreendimentos, como, por exemplo, nas 650 unidades habitacionais do Cidade Jardim, 700 na Esplanada dos Jardins, 300 no Jardim das Nações. Para escriturá-los é necessário fazer a averbação no cartório de imóveis, apresentando quatro documentos: Habite-se, Certidão de Características, Certidão Negativa de Débitos (CND), junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) e o Alvará de Construção.

De acordo com Edival Martins, o cooperado não deve se preocupar com essa documentação, por se tratar de uma atribuição da Coophab, que já vem sendo feita. “A Coophab fornece a autorização para o cartório lavrar a escritura”, disse Martins. Antes de entregar o imóvel, o sócio-cooperado recebe a autorização da entrega da casa. Lá, tem o nome da construtora com o termo de vistoria. “O fato de a Coophab não construir não quer dizer que haverá permissão para a entrega de imóveis com algum problema”, comentou Martins.

Além dos imóveis, a Coophab já entregou três postos de saúde e cinco postos policiais ao poder público. Isso sem contar nas sete quadras poliesportivas, 300 mil metros de calçamento de paralelepípedo, 50 mil metros de rede de distribuição de água e de energia. Sobre o seguro, as entidades que trabalham com financiamento de habitação o exigem. Porém, o seguro contratado pela Coophab não é de habitação, porque não houve financiamento. O seguro que foi cobrado é de vida. “Por ser transparente, a Coophab saiu vitoriosa em todas as ações na Justiça”, afirmou Edival Martins.