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Sem combustível? Saiba quanto custa rodar com um carro elétrico no Brasil
Na situação em que o país se encontra, a vantagem mais óbvia de um veículo elétrico seria o fato de o motorista não precisar sair à caça de gasolina ou etanol
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A segunda vantagem de um carro elétrico, também nesse momento, é o preço do quilômetro rodado

Com a greve dos caminhoneiros impactando profundamente o abastecimento de combustíveis em postos de gasolina em todo o Brasil, muitos motoristas podem acabar pensando: e se eu tivesse um carro elétrico?

Nessa situação em que o país se encontra, a vantagem mais óbvia de um veículo elétrico seria o fato de o motorista não precisar sair à caça de gasolina ou etanol. Apenas alguns poucos postos das grandes cidades ainda possuem combustíveis para venda, e as filas de espera para abastecer estão durando duas, três ou mais horas.

A segunda vantagem de um carro elétrico, também nesse momento, é o preço do quilômetro rodado. De acordo com donos de veículos desse tipo consultados pelo UOL Carros, eles gastam cerca de R$ 0,10 ou menos por quilômetro usando modelos vendidos aqui no Brasil. A média do quilômetro rodado em carros populares com gasolina ou etanol chega a ser duas a três vezes mais alta que esse valor obtido pelos elétricos. Isso desconsiderando os preços inflacionados da gasolina nos últimos dias.

Mas isso considerando um consumo em que o carro é recarregado diretamente na rede elétrica, sem o auxílio de painéis solares ou outra fonte de eletricidade alternativa. Usando essas saídas, o preço do uso da rodagem pode ser totalmente neutralizado.

Leonardo Coelho, dono de um BMW i3 elétrico em Jaguariúna (SP), explicou ao UOL Carros que investiu cerca de R$ 25 mil na compra e na instalação de equipamentos para captação de energia solar e carregamento rápido das baterias de seu carro em casa. Considerando a economia na sua conta de luz, que sempre chega apenas na taxa mínima (R$ 60), e na quantidade de km rodados com o carro, seu investimento deve ser totalmente revertido em 5 anos.

Coelho tem uma série de painéis solares no telado de sua casa, e a energia gerada por eles é inserida na rede elétrica tradicional de sua cidade. O medidor da concessionária da região então faz um balanço entre os kWh que sua casa consumiu e gerou durante 1 mês. Fora isso, nos meses que ele gera muita eletricidade para a rede, ele ganha “horas” de uso para compensar o consumo extra no período mais frio e com menos luz solar no ano. Assim, sua conta de luz nunca ultrapassa a taxa mínima.

Com uma carga, o carro de Coelho consegue rodar 110 km de distância. Na sua cidade, isso geraria um gasto de apenas R$ 12. O veículo ainda tem um tanque reserva para 9 litros de gasolina. Quando necessário, um gerador queima esse combustível para recarregar as baterias e garantir uma autonomia de 250 km para o carro.

“Posso rodar facilmente rodar 110 km ou até mais sem usar o extensor de autonomia. No meu i3, dos 49.229 km rodados, apenas 6.933 km foram usando o extensor. Ou seja, 42.296 km puramente elétricos”, disse Coelho à publicação.

 

 

Fonte: Tecmundo