Expectativa
Novo Suzuki Jimny vai conviver com o antigo fabricado no Brasil
Modelo nacional feito em Catalão (GO) não sairá de linha com a chegada da nova geração
Ilustração
Mesmo coberto, os flagras já mostravam que o utilitário iria apostar em linhas quadradinhas

O Suzuki New Jimny está sendo revelado aos pouquinhos. Depois de muitos flagras e apresentações vazadas, chegou a hora de vermos a versão de produção recém-saída da linha de montagem. O flagra foi publicado em um perfil do Instagram chamado Suzuki Influencer e o lançamento será no mês que vem no Japão. Quanto ao Brasil, o carrinho pode ser uma das estrelas da marca no Salão do Automóvel em novembro. Seja como for, o New Jimny não vai retirar o atual modelo feito em Catalão (GO) de linha, garante a assessoria de imprensa do fabricante. A comercialização deve começar somente em 2019.

A estratégia envolverá uma diferenciação de preços. O Jimny construído no país parte de R$ 69.890 (ou R$ 70 mil em bom português). Mais potente, moderno e seguro, o New Jimny deve ultrapassar facilmente os R$ 80 mil em determinadas configurações. Até porque oferece confortos inimagináveis no original, exemplo do câmbio automático.

Mesmo coberto, os flagras já mostravam que o utilitário iria apostar em linhas quadradinhas ao estilo do antigo Samurai. Sem a camuflagem, o Jimny mostra que realmente seguiu o caminho retrô adotado por outros 4X4 consagrados, exemplos do Mercedes-Benz Classe G e do Jeep Wrangler. A carroceria investe em vários toques clássicos, tais como o teto bicolor, a borda rebaixada das portas e a tampa do porta-malas de abertura lateral com o estepe fixado na peça. Algumas versões terão extensões de plástico nos para-lamas.

O porte pode ficar próximo dos 3,68 metros atuais. Não sabemos o quanto o entre-eixos será ampliado em relação aos atuais 2,25 metros, mas é certo que a medida continuará a ser curtinha, até para não prejudicar a valentia no fora de estrada.

O ar de brinquedo em escala real disfarça bem à alma de utilitário 4X4 raiz. A construção utiliza chassi como no primeiro Suzuki LJ10 de 1970. Claro que houve espaço para modernidades. Em relação ao antecessor, o sistema de transmissão temporário (com tração traseira quando no modo 4X2) deve dar lugar ao AllGrip Pro, diferenciado por ser do tipo adaptativo (envia a força automaticamente para o eixo traseiro quando necessário).

A exemplo da carroceria, o interior também evocará o passado em alguns pontos como os instrumentos em copos bem demarcados. Mas terá espaço para modernidades, entre elas, o ar-condicionado digital e a central multimídia espetada no topo do painel.

Quanto aos motores, o modelo vendido por aqui deve ser equipado com o novo 1.2 Dualjet (K12B) e ter opção de câmbio manual e automático. O propulsor recebeu esse nome por ter dois injetores de combustível, sistema aplicado para garantir uma pulverização maior para economizar e também emitir menos. A taxa de compressão elevada (12.0:1) ajuda a obter 90 cv de potência e 12,2 kgfm de torque a 4.400 rpm contra 85 cv e 11,1 kgfm do 1.3 usado no Jimny nacional. Vale reforçar que o Jimny não almeja o mesmo nível de desempenho de um Vitara 4Sport 1.4 BoosterJet, um crossover que anda tão rápido quanto o Golf 1.4 TSI.

Uma configuração híbrida também é esperada para outros mercados, sem confirmação ainda para o Brasil. No Japão, a oferta começará em um motor tricilíndrico turbo de 660 cm³ e potência abaixo dos 70 cv, perfeito para manter o Jimny como um Kei Car, um minicarro limitado em litragem e tamanho.

 

 

 

Fonte: Autoesporte