terça,
Que carro!
Novo Porsche 718 Boxster GTS é para deixar mesmo a razão de lado
Aceleramos o esportivo de 370 cv que chega ao Brasil no primeiro semestre por R$ 513 mil
Ilustração
O torque máximo aumentou e as acelerações ficaram mais rápidas

A grande vocação do novo 718 Boxster GTS é seduzir. Assumi a direção do conversível que chega ao Brasil no primeiro semestre deste ano e, sem perceber, deixei a razão do lado de fora. Essa é a versão mais potente e mais emocional da linha 718.

Para quem não conhece, a receita GTS é simples: pegue os melhores equipamentos da lista de opcionais e acrescente uma pitada de estilo. Bancos ganham logo GTS em vermelho, faróis bixenônio ganham máscara escurecida e logos, para-choques, ponteira do escapamento e rodas de liga leve de 20 polegadas são pintados de preto. Tudo para chamar (ainda mais) atenção.

O Porsche rouba olhares de quem o vê na rua, mas, principalmente, fascina quem senta atrás do volante. Esse Porsche abraça o motorista com um banco do tipo concha, painel pequeno com botões voltados ao condutor, e ergonomia cuidadosamente pensada para potencializar uma sensação cada vez mais rara – prazer ao dirigir.

Fiz os ajustes do banco e dos espelhos. Volante, apoio de braço, manopla e até a tampa do porta-luvas são forrados de Alcantara, um material nobre e sintético semelhante a camurça. Os cintos de segurança e a costura são vermelhos. O que me surpreendeu logo de cara? A simplicidade e o tamanho da tela multimídia, bem menor do que a oferecida no Panamera, por exemplo. E isso não é um demérito: apenas revela a vocação do Boxster e onde a Porsche decidiu investir as suas fichas, no desempenho. Prova disso: ao girar a chave, o quatro cilindros turbo ronca forte, manifestando a força de seus 370 cavalos pelo escapamento central.

Vale lembrar que esse motor substitui o 3.4 aspirado de seis cilindros da geração anterior, o que fez muita gente torcer o nariz, mas poucas escolhas seriam tão puristas quanto um legítimo boxer de quatro cilindros central-traseiro. Na linha 2018, também foi possível aumentar a performance por meio da reconstrução do duto de admissão e otimização da turbina, que agora gera mais pressão.

Como resultado, o torque máximo aumentou e as acelerações ficaram mais rápidas. São 43,8 kgfm entre 1.900 rpm e 5.000 rpm (42,8 kgfm com câmbio manual de seis velocidades). Com o pacote Sport Chrono e câmbio PDK de sete velocidades, a aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em 4,1 segundos. E a velocidade máxima é de 290 km/h. Quem disse que alemães não tem sentimentos, afinal?

A grande vocação do novo 718 Boxster GTS é seduzir. Assumi a direção do conversível que chega ao Brasil no primeiro semestre deste ano e, sem perceber, deixei a razão do lado de fora. Essa é a versão mais potente e mais emocional da linha 718.

Para quem não conhece, a receita GTS é simples: pegue os melhores equipamentos da lista de opcionais e acrescente uma pitada de estilo. Bancos ganham logo GTS em vermelho, faróis bixenônio ganham máscara escurecida e logos, para-choques, ponteira do escapamento e rodas de liga leve de 20 polegadas são pintados de preto. Tudo para chamar (ainda mais) atenção.

O Porsche rouba olhares de quem o vê na rua, mas, principalmente, fascina quem senta atrás do volante. Esse Porsche abraça o motorista com um banco do tipo concha, painel pequeno com botões voltados ao condutor, e ergonomia cuidadosamente pensada para potencializar uma sensação cada vez mais rara – prazer ao dirigir.

Fiz os ajustes do banco e dos espelhos. Volante, apoio de braço, manopla e até a tampa do porta-luvas são forrados de Alcantara, um material nobre e sintético semelhante a camurça. Os cintos de segurança e a costura são vermelhos. O que me surpreendeu logo de cara? A simplicidade e o tamanho da tela multimídia, bem menor do que a oferecida no Panamera, por exemplo. E isso não é um demérito: apenas revela a vocação do Boxster e onde a Porsche decidiu investir as suas fichas, no desempenho. Prova disso: ao girar a chave, o quatro cilindros turbo ronca forte, manifestando a força de seus 370 cavalos pelo escapamento central.

Vale lembrar que esse motor substitui o 3.4 aspirado de seis cilindros da geração anterior, o que fez muita gente torcer o nariz, mas poucas escolhas seriam tão puristas quanto um legítimo boxer de quatro cilindros central-traseiro. Na linha 2018, também foi possível aumentar a performance por meio da reconstrução do duto de admissão e otimização da turbina, que agora gera mais pressão.

Como resultado, o torque máximo aumentou e as acelerações ficaram mais rápidas. São 43,8 kgfm entre 1.900 rpm e 5.000 rpm (42,8 kgfm com câmbio manual de seis velocidades). Com o pacote Sport Chrono e câmbio PDK de sete velocidades, a aceleração de 0 a 100 km/h é realizada em 4,1 segundos. E a velocidade máxima é de 290 km/h. Quem disse que alemães não tem sentimentos, afinal?

Até porque, é só emoção daí para frente. O sistema de escape esportivo potencializa o som do motor central ao toque de um botão, localizado no console. Além da esportividade da tração traseira, o motorista conta com um sistema eletrônico de controle do motor para dar um gás no apelo emocional. São quatro modos de condução: Normal, Individual, Sport e Sport Plus. Nesse último, a transmissão trabalha em rotações elevadas e encurta os intervalos de troca para garantir o máximo possível de aceleração.

Quem dá uma mãozinha também em alta velocidade é o sistema eletrônico de vetorização de torque aliado ao bloqueio mecânico do diferencial traseiro. Tudo isso para garantir maior agilidade e estabilidade. A suspensão faz sua parte, baixa a carroceria mais dez milímetros comparado a versão S. Eu assumo: é difícil controlar o pé direito sabendo que há 370 cavalos à disposição, devidamente domados com a ajuda de muita tecnologia.

Mas o limite do desempenho chega pela função Sport Response, quando o turbo produz o máximo de pressão para obter o maior desempenho em 20 segundos – tempo de sobra para uma ultrapassagem ou o suficiente para te fazer sorrir de orelha a orelha. Vale dizer que essa felicidade só poderá ser compartilhada com o passageiro do lado, já que o Boxster só leva duas pessoas por vez. Não há banco traseiro e o porta-malas comporta apenas 275 litros, sendo que 150 l ficam embaixo do capô.

Hora de devolver o 718 na porta do hotel. Não pense que se despedir dele foi fácil­ – mas bastou pensar no preço para superar a distância. Com chegada prevista para o primeiro semestre de 2018, o 718 Cayman GTS sai por R$ 493 mil, enquanto o 718 Boxster GTS por R$ 513 mil.

 

 

 

Fonte: Autoesporte