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Novidade
Fabricante de automóveis cria carro que se conecta ao cérebro do motorista
Tecnologia será apresentada pela fabricante japonesa durante Consumer Electronics Show, que acontece na próxima semana em Las Vegas, nos EUA
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Nissan
Nissan mostra tecnologia em que carro consegue "ler" a mente do motorista e antecipar ações.

A fabricante de automóveis japonesa Nissan anunciou nesta quarta-feira, 3, que está trabalhando em um novo carro que poderá se conectar com o cérebro do condutor. A tecnologia, chamada de “brain-to-vehicle” (cérebro para o veículo, ou B2V na sigla em inglês), permite é que o carro receba os sinais cerebrais do motorista e antecipe suas reações antes mesmo de ele tomar uma ação ao conduzir o veículo.

A interface neural, que melhora o tempo de resposta e também controla a cabine do carro com base nos sinais captados do cérebro, será uma das atrações que a empresa irá levar em um simulador para a feira de tecnologia Consumer Electronics Show, que acontece na próxima semana, em Las Vegas, nos Estados Unidos. Na prática, o condutor usa uma touca com sensores que captam a atividade cerebral enquanto ele está dirigindo.

A montadora apresentou uma prévia da tecnologia B2V antes da feira, na qual demonstrou que ela pode melhorar o tempo de resposta de 0,2 até 0,5 segundos. Apesar de o tempo parecer insignificante, ele pode fazer uma grande diferença na estrada, onde um segundo a mais na hora de tomar uma decisão pode resultar em acidentes graves.

A montadora japonesa diz que também quer usar a tecnologia para melhorar aspectos não diretamente relacionados à direção, como detectar aspectos do carro ou do trajeto que causam desconforto nos motoristas. Além disso, recursos de realidade aumentada poderão ser utilizados pela montadora no futuro para alterar trechos da estrada ou bloquear elementos que atrapalham a visão dos condutores.

Se a Nissan de fato conseguir antecipar ações como frear, acelerar e fazer curvas, ela pode avançar muito no desenvolvimento de sistemas avançados de assistência ao condutor. Com a tecnologia e os dados coletados, a empresa pode também ajudar a migrar de forma mais segura a direção semi-automática para a de veículos completamente autônomos.